Gestão dos Riscos
O Finibanco Angola, S.A. está sujeito a riscos de diversa ordem no âmbito do desenvolvimento da sua actividade.
A política de gestão de risco do Finibanco Angola, S.A. visa a manutenção, em permanência, de uma adequada relação entre os seus capitais próprios e a actividade desenvolvida, assim como a correspondente avaliação do perfil de risco/retorno por linha de negócio.
Neste âmbito, assume uma particular relevância o acompanhamento e controlo dos principais tipos de riscos financeiros – crédito, mercados, liquidez e operacional – a que se encontra sujeita a actividade do Finibanco Angola, S.A.
A gestão de riscos está centralizada na Comissão Executiva e conta com o apoio de vários comités onde participam as diversas direcções do banco para a monitorização e acompanhamento dos riscos. A análise e controlo dos riscos são efectuados de um modo integrado, através do Gabinete de Gestão de Riscos, da Direcção de Auditoria e Controlo Interno e do Gabinete de Compliance.
É o Presidente da Comissão Executiva que assegura a articulação com o Banco Nacional de Angola, no domínio dos reportes prudenciais, designadamente ao nível de requisitos de capital, risco de liquidez e risco de taxa de juro, contando para o efeito com o apoio e suporte conjunto da Direcção de Planeamento e Contabilidade e da Área Financeira (Sala de Mercados).
No âmbito da gestão e controlo do risco de crédito foram desenvolvidas várias actividades, das quais se destacam a regular realização de Conselhos de Crédito e a revisão da política de delegação de competências de decisão de crédito, no sentido de a tornar sensível ao nível esperado do risco do cliente / operação. Este Conselho de Crédito é composto pela Comissão Executiva e pelas Direcções Comerciais (Empresas e Retalho) e assessorado pela Direcção Jurídica e Contencioso, tal como pelo no Gabinete de Análise de Risco de Crédito. A decisão de crédito é da exclusiva competência da Comissão Executiva.

Principais Tipos de Risco

Crédito
O risco de crédito encontra-se associado ao grau de incerteza dos retornos esperados, por incapacidade quer do tomador do empréstimo (e do seu garante, se existir), quer do emissor de um título ou da contraparte de um contrato em cumprir com as suas obrigações.
Mercado
O conceito de risco de mercado reflecte a perda potencial que pode ser registada por uma determinada carteira em resultado de alterações de taxas (de juro e de câmbio) e/ou dos preços dos diferentes instrumentos financeiros que a compõem, considerando quer as correlações existentes entre eles, quer as respectivas volatilidades.
Taxa de Juro
O risco taxa de juro é entendido como sendo a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, com alterações das taxas de juro do mercado, ou potenciais variações nas taxas de juro dos activos e passivos do balanço.
Cambial
O risco cambial é entendido como sendo a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, devido a movimentos adversos nas taxas de câmbio de activos da carteira do Banco, provocados por alterações nas taxas de câmbio utilizadas na conversão para a moeda nacional.
Liquidez
O risco de liquidez reflecte a incapacidade do Banco cumprir com as suas obrigações no momento do respectivo vencimento, sem incorrer em perdas significativas decorrentes de uma degradação das condições de financiamento (risco de financiamento) e/ou de venda dos seus activos por valores inferiores aos valores de mercado (risco de liquidez de mercado).
Operacional
Como risco operacional entende-se a perda potencial resultante de falhas ou inadequações nos processos internos, nas pessoas ou nos sistemas, ou ainda as perdas potenciais resultantes de eventos externos.
Risco de Contingência
O risco de contingência traduz a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital, decorrentes de situações de emergência e perturbação da ordem pública, quer sejam decorrentes por mão humana ou devido a desastres naturais.
Estrutura Accionista
Órgãos Sociais
Governação Corporativa